Porquê as pessoas necessitam tanto da aprovação das demais pessoas? Porque simplesmente não vivem e fazem seu trabalho pelo simples fato de estar produzindo algo? Acho bom o reconhecimento, mas estou aprendendo a simplesmente viver a minha vida e fazer o que gosto. Muitas pessoas não tem esta oportunidade ou não procuram ela.
“Só concedemos o reconhecimento a um outro livremente e não forçados“. Rudolf Bultmann, Crer e Compreender
Muitas pessoas querem se fazer reconhecer na força, na obrigatoriedade. Tentam por meio de discussões que não produzem nada impor suas opiniões por meio do convencimento. Quando alguém insiste que sua vida deveria de ser de uma maneira e não de outra, ou que você será mais respeitado ou admirado sendo de um jeito e não do seu jeito, pare para observar se essa pessoa é realmente alguém que você poderia considerar “realizado” ou “feliz”. Pois só tenta convencer quem não está convencido. Me pergunto então para mim mesmo nestes momentos, esta pessoa está feliz? Sendo a resposta negativa na maioria das vezes, paro a discussão e ouço o monólogo.
Necessidade de reconhecimento causa discórdia em muitos casos. Para que um trabalho, coletivo ou individual obtenha êxito, é preciso abster-se de valores como ego, aprovação ou reconhecimento. Caso contrário o trabalho não é importante mas sim o reconhecimento. Muitos tentam ser reconhecidos apenas por idéias. Ora, idéias boas todos tem, dificil é a execução, o trabalho. Porque então o reconhecimento é mais importante que o trabalho?
Vincent Van Gogh apenas pintou, sendo este o trabalho que ele gostava, não ligou para a sociedade e opiniões e seguiu sua vida pintando – com fome, sem roupas, sem agasalhos, sem teto – mas ele continuou pintando. Sem faturar nada com suas obras, sem reconhecimento, de forma impressionante era feliz. Leia abaixo a carta que Van Gogh deixou para o irmão e tire suas conclusões.
‘Eu não estou cometendo suicídio por desespero. Eu estou cometendo suicídio por não mais existir qualquer motivo para continuar vivendo – o meu trabalho está concluído. Além disso, tem sido difícil encontrar alternativas para meu sustento. Até aqui as coisas estavam indo bem, porque eu tinha algum trabalho para fazer, algum potencial dentro de mim precisava se exteriorizar, tinha que florescer. De modo que agora, não há sentido em viver como um mendigo. Eu ainda não tinha pensado e nem mesmo tinha olhado para isso, mas agora essa é a única coisa a ser feita. Eu floresci até o meu limite máximo, eu estou realizado, e agora parece ser apenas uma estupidez ficar me arrastando, procurando alternativas de sustento. Por que razão? Para mim isso não é um suicídio; eu apenas cheguei a uma realização, a um ponto final e alegremente estou deixando o mundo. Alegremente eu vivi e alegremente estou deixando o mundo.’
Siga seus instintos, olhe para dentro de você, despreze os fatores externos. Por que depender dos outros? Caso não consiga, você pode estar se tornando dependente da sociedade.
Quebre os tabus colocados em nossas mentes pela sociedade. Todos que casam com ricos são felizes? Todos que terminam a faculdade são bem sucedidos? Viva a sua vida.
Fonte: Inconciente Coletivo